(Wanderlei Francisco):
Sou um cristal a luzir
uma poesia emprestada
à musa envenenada
pela dor que eu fingir.
Os que focam-se em meu brilho
sentem um êxtase de cegos;
vêem, na dor que eu reflito,
um cintilar sobre os egos.
É o encanto com um sublime
ciente da sensação
de que as cismas do destino
pedem vidros à razão.